Quando John Smyth fundou a igreja batista no século XVI, não considerou que assim como ele - após Lutero - outros também haviam tido a possibilidade de possuir, analisar e interpretar a Bíblia como quisessem, e assim sendo, poderiam ter enriquecido os registros históricos a seu bel prazer através do tempo que ele não teve. Desta forma, poderiam ter cunhado o seu credo muito melhor do que ele fez. É por esta razão que o aspecto que caracteriza a igreja batista é o batismo de João: um novo batismo por imersão, uma “lavagem” para purificar os que se convertem a esta religião, ou religiões que lhe seguiram o caminho. Dai o nome de “anabatistas” ou “rebatizadores” que estes religiosos mantém, mesmo se este movimento sofreu forte repressão por parte de Lutero, Zuinglio e dos príncipes alemães, porque desencadeou, como vimos, revoltas fanáticas das quais a mais famosa é a dos camponeses, cujo chefe, Thomas Munzer, foi decapitado em 1525. Decapitação esta que provocou o êxodo para outros paises de não poucos anabatistas que se tornaram responsáveis pela propagação das suas idéias na Itália, Holanda, Inglaterra e na Escandinávia.
Hoje a presença desta igreja é mundial. As ramificações mais importantes que procederam do tronco anabatista são: os menonitas - de Memo Simons, os irmãos huterianos - de Tiago Hutter, a Igreja dos Irmãos, nos E.U.A., a Igreja dos Irmãos Evangélicos Unidos e a Igreja Batista que entre elas é a mais numerosa. A expressão: “cristão não se nasce, mas quem o deseja se torna”, usada pelos batistas, traduz seu pensamento como veremos a seguir.
Para utilizar o linguajar dos primeiros batistas, dizem, pode-se dizer que a igreja é a comunidade dos santos, os quais confessam Jesus Cristo como Senhor através do batismo e se empenham em uma vida de discípulos. Desta forma, para ter uma igreja assim, foi necessário repensar totalmente à praxe do batismo e os focos desta nova conceituação é: para passar a pertencer ao Cristo torna-se imprescindível o arrependimento, e depois dele passar a viver uma vida de apostolo, os seja, afastado dos modelos de impureza do mundo.
Desde suas origens, entre o fim do XVI e inicio do XVII século, os batistas inspiraram-se no modelo do Novo Testamento, através do qual a igreja é a comunidade de todos os que acolheram a palavra pregada e que, sob a guia do Espírito Santo, foram conduzidos ao arrependimento, á confissão de fé e ao batismo por imersão, segundo quanto é indicado em:
Atos 2:38. Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos, e cada um de vos seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo”.
Mateus 28:19. “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Marcos 16:16-17. “Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado” Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão os demônios em meu nome, falarão novas línguas, manusearão serpentes e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal; imporão suas mãos aos enfermos e eles ficarão curados.
Os discípulos de Jesus Cristo - dizem os batistas - que vieram a ser designados pelo nome “batista” se caracterizavam pela sua fidelidade às Escrituras e por isso só recebiam em suas comunidades - como membros atuantes - pessoas convertidas pelo Espírito Santo de Deus. Somente essas pessoas eram por eles batizadas, e não reconheciam como válido o batismo administrado na infância por qualquer grupo cristão, pois, para eles, crianças recém-nascidas não tem consciência do pecado, da regeneração, da fé e da salvação.
A designação surgiu no século XVII, mas aqueles discípulos de Jesus Cristo estavam espiritualmente ligados a todos os que, através dos séculos, procuraram permanecer fiéis aos ensinamentos das Escrituras, repudiando, mesmo com risco da própria vida, os acréscimos e corrupções de origem humana.
Princípios batistas.
(1) A Bíblia é a Palavra de Deus em linguagem humana. (2) É o registro da revelação que Deus fez de si mesmo aos homens. (3) Sendo Deus seu verdadeiro autor, foi escrita por homens inspirados e dirigidos pelo Espírito Santo. (4) Tem por finalidade revelar os propósitos de Deus, levar os pecadores à salvação, edificar os crentes e promover a glória de Deus. (5) Seu conteúdo é a verdade, sem mescla de erro e por isso é um perfeito tesouro de instrução divina. (6) Revela o destino final do mundo e os critérios pelos quais Deus julgará todos os homens. (7) A Bíblia é autoridade única em matéria de religião, fiel padrão pelo qual deve ser aferida a doutrina e a conduta dos homens. (8) Ela deve ser interpretada sempre à luz da pessoa e dos ensinos de Jesus Cristo.
(1)-Mateus 24:35. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão.
(2)-Lucas 24:44-45. Depois lhes disse: Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse o que de mim está escrito na Lei de Moises, nos profetas e nos Salmos. Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as escrituras.
(3)-Atos 3:21. É necessário, porem, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus, outrora, pela boca dos seus profetas.
(4)-Lucas 16:29. Abraão respondeu: Eles lá têm Moises e os profetas; ouçam-nos!
(5)-II Timoteo 3:15-17. Empenha-te em te apresentares diante de Deus como homem digno de aprovação, operário que não tem de que se envergonhar, integro distribuidor da palavra da verdade. Procura esquivar-te das conversas frívolas dos mundanos, que só contribuem para a impiedade. As palavras dessa gente destroem como gangrena. Entre eles estão Himeneu e Fileto.
(6)-Romanos 3:4.De modo algum. Porque Deus há de ser reconhecido como veraz, e todo homem como mentiroso, segundo está escrito: “Assim, serás reconhecido justo nas tuas palavras e vencerás, quando julgares”.
(7)-Mateus 5:17. Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas, mas sim para levá-los á perfeição.
(8)-Hebreus 1:1-2. Muitas vezes e de diversos modos outrora falou Deus aos nossos pais pelos profetas. Ultimamente nos falou por seu Filho, que constituiu herdeiro universal, pelo qual criou todas as coisas.
Deus.
(1) O único Deus vivo e verdadeiro é espírito pessoal, eterno, infinito e imutável; é onipotente, onisciente, e onipresente; é perfeito em santidade; justiça, verdade e amor. (2) Ele é criador, sustentador, redentor, juiz e senhor da história e do universo, que governa pelo Seu poder, dispondo de todas as coisas, de acordo com o seu eterno propósito e graça (3) Deus é infinito em santidade e em todas as demais perfeições. (4) Por isso, a Ele devemos todo o amor, culto e obediência. (5) Em sua trindade, o eterno Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas distintas mas sem divisão em sua essência.
(1)- Deuteronômio 6:4 = ouve, ó Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor.
(2)-Efesios 3:11. De acordo com o designo eterno que Deus realizou em Jesus Cristo, nosso Senhor.
(3)-Êxodo 15:11. Quem entre os deuses é semelhante a vós Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por sua santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios?
(4)-Mateus 28:19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
(5)-Marcos 1:9-11.Ora, naqueles dias veio Jesus de Nazaré, da Galileia, e foi batizado por João no Jordão. No momento em que Jesus saia da água, João viu os céus abertos e descer o Espírito em forma de pomba sobre eles. E ouviu-se dos céus uma voz: Tu és meu Filho muito amado; em ti ponho minha afeição.
Deus Pai
(1) Deus, como Criador, manifesta disposição paternal para com todos os homens. (2) Historicamente Ele se revelou primeiro como Pai ao povo de Israel, que escolheu consoante os propósitos de sua graça. (3) Ele é o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, a quem enviou a este mundo para salvar os pecadores e deles fazer filhos por adoção (4) Aqueles que aceitam Jesus Cristo e n’Ele crêem são feitos filhos de Deus, nascidos pelo seu Espírito, e, assim, passam a tê-lo como Pai celestial, d’Ele recebendo proteção e disciplina
(1)-I Corintios 8:6. Mas, para nos, há um só Deus, o Pai, do qual procedem todas as coisas e para o qual existimos, e um só Senhor, Jesus Cristo, por quem todas as coisas existem e nos também.
(2)-Êxodo 4:22-23. Tu lhes dirás: Assim fala o Senhor: Israel é meu primogênito. Eu te digo: deixa ir o meu Filho, para que ele me preste um culto. Se te recusas a deixá-lo partir, farei perecer teu filho primogênito.
(3)-João 1:12. Mas a todos aqueles que o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus.
(4)-Gálatas 3:26. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo.
Deus Filho
(1) Jesus Cristo, um em essência com o Pai, é o eterno Filho de Deus. (2) N’Ele, por Ele e para Ele, foram criadas todas as coisas. (3) Na plenitude dos tempos Ele se fez carne, na pessoa real e histórica de Jesus Cristo, gerado pelo Espírito Santo e nascido de Virgem Maria, sendo em sua pessoa verdadeiro Deus e verdadeiro homem. (4) Jesus é a imagem expressa do seu Pai, a revelação suprema de Deus ao homem. (5) Ele honrou e cumpriu plenamente a lei divina e obedeceu a toda a vontade de Deus. (6) Identificou-se perfeitamente com os homens, sofrendo o castigo e expiando as culpas de nossos pecados, conquanto Ele mesmo não tivesse pecado. (7) Para salvar-nos do pecado morreu na cruz, foi sepultado e ao terceiro dia ressurgiu dentre os mortos e, depois de aparecer muitas vezes a seus discípulos, ascendeu aos céus, onde, à destra do Pai, exerce o seu eterno Supremo Sacerdócio. (8) Jesus Cristo é o Único Mediador entre Deus e os homens e o Único suficiente Salvador e Senhor. (9) Pelo seu Espírito Ele está presente e habita no coração de cada crente e na Igreja. (10) Ele voltará visivelmente a este mundo em grande poder e glória, para julgar os homens e consumar sua obra redentora
(1)-João 11:27. Respondeu ela: Sim, Senhor. Eu creio que tu es o Cristo, o Filho de Deus, aquele que devia vir ao mundo.
(2)-João 1:3. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito.
(3)-Isaias 7:14. Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e o chamará “Deus Conosco”.
(4)-Hebreus 1:3. Dou graças a Deus, a quem sirvo com pureza de consciência, tal como aprendi de meus pais, e me lembro de ti sem cessar nas minhas orações, de noite e de dia.
(5)-Hebreus 5:7-10. Nos dias de sua vida mortal, dirigiu preces e suplicas, entre clamores e lacrimas, aquele que o podia salvar da morte, e foi atendido pela sua piedade. Embora fosse Filho de Deus, aprendeu a obediência por meio dos sofrimentos que teve. E uma vez chegado ao seu termo, tornou-se autor da salvação eterna para todos os que lhe obedecem, porque Deus o proclamou sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.
(6)-Hebreus 4:14-15. Temos, portanto, um grande Sumo-sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé. Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrario, passou pelas mesmas provações que nos, com exceção do pecado.
(7)-Lucas 24:46. Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.
(8)-João 14:6. Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai sem mim.
(9)-Mateus 28:20. Ensinai a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo.
(10)-Atos 1:11. Homens da Galileia, por que ficais aí a olhar para o céu? Esse Jesus que acaba de vos ser arrebatado para o céu voltará do mesmo modo que o vistes subir para o céu.
Deus Espírito Santo
(1) O Espírito Santo, em essência com o Pai e com o Filho, é pessoa divina. (2) É o Espírito da Verdade. (3) Atuou na criação do mundo e inspirou os homens a escreverem as Sagradas Escrituras. (4) Ele ilumina os homens e os capacita a compreenderem a verdade divina. No Dia de Pentecostes, em cumprimento final da profecia e das promessas quanto à descida do Espírito Santo, Ele se manifestou de maneira singular e irrepetível, quando os primeiros discípulos foram batizados no Espírito, passando a fazer parte do Corpo de Cristo que é a Igreja. (5) Suas outras manifestações, constantes no livro Atos, confirmam a evidência de universalidade do dom do Espírito Santo a todos os que crêem. (6) O batismo no Espírito Santo sempre ocorre quando os pecadores se convertem a Jesus Cristo, que os integra, regenerados pelo Espírito, à igreja. (7) Ele dá testemunho de Jesus Cristo e o glorifica. (8) Convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo. (9) opera a regeneração do pecador perdido. (10) sela o crente para o dia da redenção final. (11) habita no crente. (12) guia-o em toda a verdade. (13) capacita-o para obedecer à vontade de Deus. (14) Distribui dons aos filhos de Deus para a edificação do Corpo de Cristo e para o ministério da Igreja no mundo. (15) Sua plenitude e seu fruto na vida do crente constituem condições para a vida cristã vitoriosa e testemunhante.
(1)-Lucas 4:18-19. O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos do coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos restauração da vista, para por em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor.
(2)-João 14:17. É o espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vos o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós.
(3)-II Timoteo 3:16. Toda a Escritura é inspirada por Deus, e útil para ensinar, para repreender, para corrigir e para formar a justiça.
(4)-Lucas 12:12. porque o Espírito Santo vos inspirará naquela hora o que deveis dizer.
(5)-Lucas 24:29. Mas eles forçaram-no a parar: “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia.” Entrou então com eles.
(6)-Atos 2:38-39. Pedro lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo. Pois a promessa é para vós, para os vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor Nosso Deus.
(7)-João 16:13-14. Quando vier o paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu, e vo-lo anunciará.
(8)-João 16: 8-11. Inclinando-se novamente, escrevia na terra. A essas palavras, sentindo-se acusados pela força da sua própria consciência, eles se foram retirando um por um, até o ultimo, a começar pelos mais idosos, de sorte que Jesus ficou sozinho, com a mulher diante dele. Então ele se ergueu e vendo ali apenas à mulher, perguntou-lhe: Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? Respondeu ela: Ninguém, Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes a pecar.
(9)-João 3:5. Respondeu Jesus: Em verdade, verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus.
(10)-Efesios 4:30. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da redenção.
(11)-Romanos 8:9-11. Vós, porem, não viveis segundo a carne, mas segundo o Espírito, se realmente o espírito de Deus habita em vós. Se alguém não possui o Espírito de Cristo, este não é dele. Ora, se Cristo está em vós, o corpo, em verdade, está morto pelo pecado, mas o Espírito vive pela justificação. Se o Espírito daquele que ressuscitou Jesus dos mortos habita em vos, ele, que ressuscitou Jesus Cristo dos mortos, também dará a vida aos vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que habita em vós.
(12)-João 16:13. Quando vier o paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade, porque não falará por si mesmo, mas dirá o que ouvir, e anunciar-vos-á as coisas que virão.
(13)- Efesios 5:15-25. Vigiai, pois, com cuidado a vossa conduta: que ela não seja conduta de insensatos, mas de sábios que aproveitam ciosamente o tempo, pois os dias são maus. Não sejais imprudentes, mas procurais compreender qual seja à vontade de Deus. Não vós embriagueis com vinho, que é uma fonte de devassidão, mas enchei-vós do Espírito. Recitai entre vos salmos, hinos e cânticos espirituais. Cantai e celebrai de todo o coração os louvores do Senhor. Rendei graças, sem cessar e por todas as coisas, a Deus Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Sujeitai-vos uns aos outros no temor a Cristo. As mulheres sejam submissas a seus maridos, como ao Senhor, pois o marido é o chefe da mulher, como Cristo é o chefe da igreja, seu corpo, da qual ele é o Salvador. Ora, assim como a igreja é submissa a Cristo, assim também o sejam em tudo as mulheres a seus maridos.
(14)-Efesios 4:11-13. A uns ele constituiu apóstolos; a outros, profetas; a outros, evangelistas, pastores, doutores, para o aperfeiçoamento dos cristãos, para o desempenho da tarefa que visa à construção do corpo do Cristo, até que todos tenhamos chegado à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, até atingirmos o estado de homem feito a estatura da maturidade de Cristo.
(15)-Gálatas 5:22-23. Ao contrário, o fruto do Espírito é caridade, a alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança, contra estas coisas não há lei.
O homem
(1) Por um ato especial, o homem foi criado por Deus à sua imagem e conforme a sua semelhança, e disso decorrem o seu valor e dignidade. (2) Seu corpo foi feito do pó da terra e para o mesmo pó há de voltar. (3) Seu espírito procede de Deus e para Ele retornará. (4) O Criador ordenou que o homem domine, desenvolva e guarde a obra criada. (5) Criado para a glorificação de Deus. (6) seu propósito é amar, conhecer e estar em comunhão com seu Criador, bem como cumprir sua divina vontade. (7) Ser pessoal e espiritual, o homem tem capacidade de perceber, conhecer e compreender, ainda que em parte, intelectual e experimentalmente, a verdade revelada, e para tomar suas decisões em matéria religiosa, sem a mediação, interferência ou imposição de qualquer poder humano, seja civil ou religioso.
(1)-Mateus 16:26. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a prejudicar sua vida? Ou que dará um homem em troca de sua vida?
(2)-Gênese 3:19. Comerás o teu pão com o suor do teu rosto, até que voltes à terra de que foste tirado; porque és pó, e em pó te hás de tornar.
(3)-Eclesiastes 12:7. antes que a poeira retorne a terra para se tornar o que era; e antes que o sopro de vida retorne a Deus que o deu.
(4)- Gênese 2:1. Assim foram acabados os céus, a terra e todo o seu exercito.
(5)-João 1: 3, 6 e 7. Tudo foi feito por ele, e sem ele nada foi feito. Houve um homem, enviado por Deus, que se chamava João. Este veio como testemunha, para dar testemunho da luz, afim de que todos cressem por meio dele.
(6)-Mateus 6:33. Buscais em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vós serão dadas em acréscimo.
(7)-I Timoteo 2:5. Porque há um só Deus e há um só mediador entre Deus e os Homens: Jesus Cristo, homem.
O pecado
(1) No princípio o homem vivia em estado de inocência e mantinha perfeita comunhão com Deus. (2) Mas, cedendo à tentação de Satanás, num ato livre de desobediência contra seu Criador, o homem caiu no pecado e assim perdeu a comunhão com Deus e dele ficou separado. (3) Em conseqüência da queda de nossos primeiros pais, todos somos, por natureza, pecadores e inclinados à prática do mal. (4) Todo pecado é cometido contra Deus, sua pessoa, sua vontade e sua lei. (5) Mas o mal praticado pelo homem atinge também o seu próximo. (6) O pecado maior consiste em não crer na pessoa de Cristo, o Filho de Deus, como Salvador pessoal. (7) Como resultado do pecado, da incredulidade e da desobediência do homem contra Deus, ele está sujeito à morte e à condenação eterna, além de se tornar inimigo do próximo e da própria criação de Deus. (8) Separado de Deus, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e assim depende da graça de Deus para ser salvo.
(1)-Gênese 2:15-17. O Senhor Deus tomou o homem e colocou no jardim do Éden para cultivá-lo e guardá-lo. Deu-lhe este preceito: Podes comer do fruto de todas as arvores do jardim; mas não comas do fruto da arvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comeres, morrerás indubitavelmente.
(2)-Romanos 3:23. Com efeito, todos pecaram e todos estão privados da gloria de Deus.
(3)-Romanos 3:12. Por isso, como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim a morte passou a todo o gênero humano, porque todos pecaram.
(4)-Romanos 8:22. Pois sabemos que toda a criação geme e sofre como as dores de parto até o presente dia.
(5)-Corintios 8:12. Assim, pecando vós contra os irmãos e ferindo sua débil consciência, pecais contra Cristo.
(6)-João 3:36. Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; quem não crê no Filho não verá a vida, mas sobre ele pesa a ira de Deus.
(7)-Efesios 2:5. quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graças que fostes salvos.
(8)-Efesios 2:8-9. Porque é gratuitamente que fostes salvos mediante a fé. Isto não provem de vossos méritos , mas é puro dom de Deus.
A regeneração
(1) A regeneração é o ato inicial da salvação em que Deus faz nascer de novo no pecador perdido, dele fazendo uma nova criatura em Cristo. É obra do Espírito Santo em que o pecador recebe o perdão, a justificação, a adoção como filho de Deus, a vida eterna e o dom do Espírito Santo. Nesse ato o novo crente é batizado no Espírito Santo, é por ele selado para o dia da redenção final, e é liberto do castigo eterno dos seus pecados. (2) Há duas condições para o pecador ser regenerado; arrependimento e fé. O arrependimento implica em mudança radical do homem interior, e por força disso ele se afasta do pecado e se volta para Deus. A fé é a confiança levam a aceitação de Jesus Cristo como Salvador e a total entrega da personalidade a ele por parte do pecador. (3) Nessa experiência de conversão o homem perdido é reconciliado com Deus, que lhe concede perdão, justiça e paz .
(1)-Deuteronômio 30:6. O Senhor, teu Deus, circuncidar-te-á o coração e o de tua descendência, para que ames o Senhor de todo o teu coração e de toda a tua alma, afim de que possa viver.
(2)-Efesios 4:32. Antes, sedes uns com os outros bondosos e compassivos. Perdoais-vos uns aos outros, como também Deus vós perdoou em Cristo.
(3)-Efesios 4:30. Não contristeis o Espírito Santo de Deus, com o qual estais selados para o dia da Redenção.
A santificação
(1) A santificação é o processo que, principiando na regeneração, leva o homem à realização dos propósitos de Deus para a sua vida, e o habilita a progredir em busca da perfeição moral e espiritual de Jesus Cristo, mediante a presença e o poder do Espírito Santo que nele habita. (2) Ela ocorre na medida da dedicação do crente, e se manifesta através de um caráter marcado pela presença e pelo fruto do Espírito, bem como por uma vida de testemunho fiel e serviço consagrado a Deus e ao próximo.
(1)- João 17:17. Se alguém quiser cumprir a vontade de Deus, distinguirá se a minha doutrina é de Deus ou se falo de mim mesmo.
(2)- Romanos 6:19. Vou me servir de linguagem corrente entre os homens, por causa da fraqueza da vossa carne. Pois, como pusestes os vossos membros a serviço da impureza e do mal para cometer iniqüidades, assim ponde agora os vossos membros a serviço da justiça para chegar à santidade.
A igreja
(1) Igreja é uma congregação local de pessoas regeneradas e batizadas após profissão de fé. É nesse sentido que a palavra “igreja” é empregada no maior número de vezes nos livros do Novo Testamento. (2) Tais congregações são constituídas por livre vontade dessas pessoas com a finalidade de prestarem cultos a Deus, observarem as ordenanças de Jesus, meditarem nos ensinamentos da Bíblia para a edificação mútua e para a propagação do evangelho. (3) As igrejas neotestamentárias são autônomas, têm governo democrático, praticam a disciplina e se regem em todas as questões espirituais e doutrinárias exclusivamente pela Palavra de Deus, sob a orientação do Espírito Santo. (4) Há nas igrejas, segundo as Escrituras, duas espécies de oficiais: pastores e diáconos. As igrejas devem relacionar-se com as demais igrejas da mesma fé e ordem e cooperar, voluntariamente, nas atividades do reino de Deus. O relacionamento com outras entidades, quer sejam de natureza eclesiástica ou outra, não deve envolver a violação da consciência ou comprometimento de lealdade a Cristo e sua Palavra. Cada igreja é um templo do Espírito Santo. (5) Há também no Novo Testamento um outro sentido da palavra “igreja” em que ela aparece como a reunião universal dos remidos de todos os tempos, estabelecida por Jesus Cristo e sobre Ele edificada, constituindo-se no corpo espiritual do Senhor, do qual ele mesmo é a cabeça. Sua unidade é de natureza espiritual e se expressa pelo amor fraternal, pela harmonia e cooperação voluntária na realização dos propósitos comuns do reino de Deus
(1) Mateus 18:17. Se recusas ouvi-los, dize-o à igreja. E se recusar ouvir também a igreja, seja ele para ti como um pagão e um publicano.
(2)-Atos dos Apóstolos 2:41-42 = Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos tres mil o numero de adeptos. Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, nas reuniões em comum, na fração do pão e nas orações.
(3)-Mateus 18:15-16. Se teu irmão tiver pecado contra ti, vai e repreende-o entre ti e ele somente; se te ouvir, terás ganho teu irmão. Se não te escutar, toma contigo uma ou duas pessoas, a fim de que toda a questão se resolva pela decisão de duas ou tres testemunhas.
(4)- Atos dos Apóstolos 13:1-3. Havia então na igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o negro, Lucio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes e Saulo. Enquanto celebravam o culto ao Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado. Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.
(5)-Mateus 16:18. E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
A morte
(1) Todos os homens são marcados pela finitude, de vez que, em conseqüência do pecado, a morte se estende a todos. (2) A Palavra de Deus assegura a continuidade da consciência e da identidade pessoal após a morte, bem como a necessidade de todos os homens aceitarem a graça de Deus em Cristo enquanto estão neste mundo. (3) Com a morte está o destino eterno de cada homem. (4) Pela fé nos méritos do sacrifício substitutivo de Cristo na cruz, a morte do crente deixa de ser tragédia, pois ela o transporta para um estado de completa e constante felicidade na presença de Deus. (5) A esse estado de felicidade as Escrituras chamam “dormir no Senhor”. Os incrédulos e impenitentes entram, a partir da morte, num estado de separação definitiva de Deus. (6) Na Palavra de Deus encontramos claramente expressa a proibição divina da busca de contato com os mortos, bem como a negação da eficácia de atos religiosos com relação aos que já morreram.
(1)-Tiago 4:14. E, entretanto, não sabei o que acontecerá amanha! Pois que é a vossa vida? Sois um vapor que aparece por um instante e depois se desvanece.
(2)-Hebreus 9:27. Como está determinado que os homens morram uma só vez, e logo em seguida vem o juízo.
(3)-Lucas 23:39-46. Um dos malfeitores, ali crucificados, blasfemava contra ele: Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e salva a nos! Mas o outro o repreendeu: Nem sequer temes a Deus, tu que sofres no mesmo suplicio? Para nos isto é justo: recebemos o que mereceram os nossos crimes, mas este não fez mal algum. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim, quando tiveres entrado no teu Reino! Jesus respondeu-lhe: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso.
(4)-Apocalipse 14:13. Eu ouvi uma voz do céu, que dizia: Escreve: felizes os mortos que doravante morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os seguem.
(5)-João 5:28-29. Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que se acham no sepulcro sairão deles ao som da sua voz: os que praticaram o bem irão parara a ressurreição da vida, e aqueles que praticaram o mal ressuscitarão para serem condenados.
(6)-João 3:18. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já esta condenado; porque não crê no nome do Filho único de Deus.
Justos e ímpios
(1) Deus, no exercício de sua soberania, está conduzindo o mundo e a história a seu termo final. (2) Em cumprimento à sua promessa, Jesus Cristo voltará a este mundo, pessoal e visivelmente, em grande poder e glória. (3) Os mortos em Cristo serão ressuscitados e os crentes ainda vivos juntamente com eles serão transformados, arrebatados e se unirão ao Senhor. (4) Os mortos sem Cristo também ressuscitados. (5) Conquanto os crentes já estejam justificados pela fé, todos os homens comparecerão perante o tribunal de Jesus Cristo para serem julgados, cada um segundo suas obras, pois através destas é que se manifestam os frutos da fé ou os da incredulidade. (6) Os ímpios condenados e destinados ao inferno lá sofrerão o castigo eterno, separados de Deus. (7) Os justos, com os corpos glorificados, receberão seus galardões e habitarão para sempre no céu, com o Senhor.
(1)-II Pedro 3:10. Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contem.
(2)-Apocalipse 1:7. Ei-los que vem com as nuvens. Todos os olhos o verão, mesmo aqueles que o traspassaram. Por sua causa, hão de lamentar-se todas as raças da terra. Sim. Amém.
(3)-Filipenses 3:20-21. Nos, porém, somos cidadãos dos céus. É de lá que ansiosamente esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará nosso misero corpo, tornando-o semelhante ao seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de sujeitar a si toda criatura.
(4)-Atos dos Apóstolos 24:15. Tenho esperança em Deus, como também eles esperam de que há de haver a ressurreição dos justos e dos pecadores.
(5)-Atos dos Apóstolos = 10:42. Ele nos mandou pregar ao povo e testemunhar que é ele quem foi constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos.
(6)- I Corintios 6:9-10. Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganei: nem os impuros, nem os idolatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.
(7)-I Corintios 15:42-44. Assim também é a ressurreição dos mortos. Semeado na corrupção, o corpo ressuscita incorruptível; semeado no desprezo, ressuscita glorioso; semeado da fraqueza, ressuscita vigoroso, semeado corpo anima, ressuscita corpo espiritual.
Evangelização e missões
(1) A missão primordial do povo de Deus é a evangelização do mundo, visando a reconciliação do homem com Deus. (2) É dever de todo discípulo de Jesus Cristo e de todas as igrejas proclamar, pelo exemplo e pelas palavras, a realidade do evangelho, procurando fazer novos discípulos de Jesus Cristo em todas as nações, cabendo às igrejas batizá-los e ensiná-los a observar todas as coisas que Jesus ordenou. (3) A responsabilidade da evangelização estende-se até aos confins da terra e por isso as igrejas devem promover a obra de missões, rogando sempre ao Senhor que envie obreiros para a sua seara.
(1)-João 20:21. Disse-lhes outra vez: A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós.
(2)-Mateus 18-20. Porque onde dois ou tres estão reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.
(3)-Mateus 28:19. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Liberdade religiosa.
(1) Deus e somente Deus é o Senhor da consciência. (2) A liberdade religiosa é um dos direitos fundamentais do homem, inerente à sua natureza moral e espiritual. (3) Por força dessa natureza, a liberdade religiosa não deve sofrer ingerência de qualquer poder humano. (4) Cada pessoa tem o direito de cultuar a Deus, segundo os ditames de sua consciência, livre de coações de qualquer espécie. (5) A Igreja e o Estado devem estar separados por serem diferentes em sua natureza, objetivos e funções. (6) É dever do Estado garantir o pleno gozo e exercício da liberdade religiosa, sem favorecimento a qualquer grupo ou credo. (7) O Estado deve ser leigo e a Igreja livre. Reconhecendo que o governo do Estado é de ordenação divina para o bem-estar dos cidadãos e a ordem justa da sociedade, é dever dos crentes orar pelas autoridades, bem como respeitar e obedecer às leis e honrar os poderes constituídos, exceto naquilo que se oponha à vontade e à lei de Deus.
(1)-Romanos 14:4. Quem és tu, para julgares o servo de outros? Que esteja firme, ou caia, isto é lá com o seu senhor. Mas ele estará firme, porque poderoso é Deus para o sustentar.
(2)-Lucas 20:25. Então lhes disse: Daí, pois, a Cezar o que é de Cezar, e a Deus o que é de Deus.
(3)-Atos dos Apóstolos 5:29 = Pedro e os apóstolos replicaram: Importa obedecer antes a Deus do que aos homens.
(4)-Atos dos Apóstolos 19:34-41. quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos Efesios! Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efesios, que homem há que não saiba que a cidade de Efeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estatua caiu dos céus? Se isso é incontestável, convém que vós sossegueis e nada façais inconsideradamente. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa. Mas, se Demetrio e os outros artífices tem alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e ai estão os magistrados: Institua-se um processo contra eles. Se tendes reclamação a fazer, a assembléia legal decidirá. Do que se deu hoje, até corremos o risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso. A estas palavras, dissolveu-se a aglomeração.
(5)-Romanos 13:1-7. Cada qual seja submisso ás autoridades constituídas, porque não há autoridade que não venha de Deus; as que existem foram instituídas por Deus. Assim, aquele que resiste à autoridade, opõe-se à ordem estabelecida por Deus; e os que a ela se opõem, atraem sobre si a condenação. Em verdade, as autoridades inspiram temor, não porem a quem pratica o bem, e sim a quem faz o mal! Queres não ter o que temer a autoridade! Faze o bem e terás o seu louvor. Porque ela é instrumento de Deus para o teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, porque não é sem razão que leva a espada: é ministro de Deus, para fazer justiça e para exercer a ira contra aquele que pratica o mal. Portanto, é necessário submeter-se, não somente por temer o castigo, mas também por dever de consciência. É também por esta razão que pagamos impostos, pois os magistrados são ministros de Deus, quando exercem pontualmente este oficio. Pagai a cada um o que lhe compete: o imposto, a quem deveis o imposto; o tributo, a quem deveis o tributo; o temor e o respeito, a quem deveis o temor e o respeito.
(6)-Atos dos Apóstolos 19: 34-41. Mas quando perceberam que ele era judeu, todos a uma voz gritaram pelo espaço de quase duas horas: Viva a Ártemis dos Efesios! Então o escrivão da cidade (veio) para apaziguar a multidão e disse: Efesios, que homem há que não saiba que a cidade de Efeso cultua a grande Ártemis, e que a sua estatua caiu dos céus? Se isso é incontestável, convém que vós sossegueis e nada façais inconsideradamente. Estes homens, que aqui trouxestes, não são sacrílegos nem blasfemadores da vossa deusa. Mas, se Demetrio e os outros artífices tem alguma queixa contra alguém, os tribunais estão abertos e ai estão os magistrados: Institua-se um processo contra eles. Se tendes reclamação a fazer, a assembléia legal decidirá. Do que se deu hoje, até corremos o risco de sermos acusados de rebelião, porque não há motivo algum que nos permita justificar este concurso. A estas palavras, dissolveu-se a aglomeração.
(7)-Atos dos Apóstolos 4:18-20.= Paulo permaneceu ali (em Corinto) ainda algum tempo. Depois se despediu dos irmãos e navegou para a Síria e com ele Priscila e Áquila. Antes, porem, cortara o cabelo em Cêncris, porque terminara um voto. Chegaram a Efeso onde os viu. Ele entrou na sinagoga e entretinha-se com os judeus. Pediram-lhe estes que ficasse com eles ai por mais tempo, mas ele não quis.
Fonte:
• Associação Batista Brasileira
• Gilmore, Christian Baptism (1959).
• G. Beasley-Murray, Baptism in the New Testament (1962).
• D. Moody, Baptism: Foundation for Christian Unity (1967).
• Review and Expositor (1/1968) "Baptists and Baptism". "Consultation on Believers’ Baptism" (1/1980).
John Smyth, o fundador dessa doutrina, era um pastor anglicano que, discordando dos preceitos desta religião, criou um movimento ainda mais radical do que o anglicanismo, do qual, entre outros aspectos, discordava da sua organização episcopal e litúrgica.
Os batistas, hoje, estão entre as denominações protestantes mais ativas, e, mesmo se julgam que sua doutrina tem raízes em João o Batista, não há nenhum documento ou indicio de continuidade entre o trabalho daquele que segundo o Novo Testamento batizou Jesus, e os batistas de hoje. Ao contrario, o testemunho da historia, como veremos, parece apontar para uma outra direção, mesmo se os batistas acredita que foi Deus que historicamente os levou a batizar.
Diz-se que o ministério de Jesus teve início após ter sido batizado por João, porque dois Evangelhos começam com João pregando ás margens do rio Jordão. A imagem que os autores criam de João é a de um evangelista severo e asceta que deixou a vida de ermitão no deserto para conclamar o povo de Israel a arrepender-se de seus pecados e ser batizado.
Os relatos dos evangelhos pouco revelam sobre João Batista. Eles nos dizem que o batismo por ele ministrado era um sinal público de arrependimento, e os que responderam ao seu chamado foram ritualmente imersos nas águas do rio Jordão, inclusive Jesus.
Mateus 3: 13-15. Da Galileia foi Jesus ao Jordão ter com João, a fim de ser batizado por ele. João recusava-se: “Eu devo ser batizado por ti e tu vens a mim!” Mas Jesus lhe respondeu: “Deixa por agora, pois convém cumpramos a justiça completa.” Então João cedeu.
João, tendo cumprido seu papel, praticamente desapareceu de cena, embora existam indicações que continuou a batizar durante algum tempo.
O Evangelho de Lucas conta-nos que Jesus e João eram primos, e, junto com o relato da concepção e do nascimento de Jesus, oferece uma descrição da concepção e nascimento de João – que acontece paralelamente ao de Jesus mas é claramente menos miraculoso. Os pais de João, o sacerdote Zacarias e Isabel, não procriaram, tem idade avançada, mas assim mesmo são informados pelo anjo Gabriel de que foram escolhidos para ter um filho. Pouco tempo depois, Isabel, já na menopausa, concebe. É ao encontro de Isabel que vai Maria quando se descobre grávida de Jesus. Isabel está então com seis meses de gravidez e na presença de Maria, seu filho ainda não nascido “saltou no seu ventre”. É assim que ela fica sabendo que a criança de Maria é o tão esperado Messias. Isabel então louva Maria, o que inspira a proclamar o “cântico” que hoje é conhecido como “Magnificat”.
Lemos nos Evangelhos que logo após ter batizado Jesus João foi preso a mando de Herodes de Antipa. A razão alegada é que João havia publicamente condenado o recente casamento de Herodes com Herodíades - ex-mulher de seu meio irmão Filipe – casamento que, sendo ela divorciada de Filipe, contrariava as leis judaicas. Após um período incerto dentro da prisão, João é executado.
Na história conhecida, Salomé, filha de Herodíades com o ex-marido, dança para o padrasto na comemoração do aniversário deste, deixando-o tão embevecido que ele promete dar a ela tudo o que ela desejar, até mesmo “metade de seu reino”. Induzida por Herodíades, ela pede a cabeça de João Batista em uma bandeja. Sem poder voltar atrás em suas palavras, Herodes, que a essa altura já começara a admirar o Batista, relutantemente concorda e manda decapitar João. Os discípulos de João obtêm permissão para levar seu corpo e sepultá-lo, embora não se saiba ao certo se levaram também à cabeça.
Entretanto há uma outra fonte facilmente acessível de informações acerca de João: O livro “Antiquities os the Jews”, de Josefo. É um relato impessoal que não faz elogios a João e difere de forma significativa do que é relatado nos Evangelhos. Josefo registra a pregação e o batismo ministrado por João e o fato de que sua popularidade e influência sobre as massas eram muitas. Alarmado, Herodes Antípas o manda prender e executar em uma espécie de manobra preventiva. Josefo não fornece detalhes de sua prisão ou das circunstancias, ou como foi executado, e não faz qualquer menção à suposta crítica de João ao casamento de Herodes. Ele enfatiza o enorme apoio popular a João e acrescenta que, não muito tempo depois da sua execução, Herodes sofreu uma séria derrota em batalha, que o povo tomou como punição divina pelo crime que ele cometera contra o Batista.
O que se pode concluir sobre João a partir dos relatos dos Evangelhos e de Josefo? Para começar, a historia de que ele batizou Jesus deve ser autêntica, pois sua inclusão sugere que esse fato era por demais conhecido para ser excluído – mesmo considerando a tendência dos autores dos Evangelhos em marginalizar João sempre que possível.
João pregava em Peréia, a leste do Jordão, um território que Herodes também governava além da Galileia A descrição em Mateus é contraditória, mas o Evangelho de João é mais especifico e cita duas pequenas cidades onde João batizava:
João 1:26-28. João respondeu: “Eu batizo com água, mas no meio de vos está quem vos não conheceis. Este dialogo se passou em Betânia, alem do Jordão, onde João estava batizando
João 3:23-24. Também João batizava em Enon, perto de Salim, porque havia ali muita água, e muitos vinham e eram batizados. Pois João ainda não tinha sido lançado ao cárcere.
Betânia era um vilarejo próximo à principal rota comercial, e Enon se localizava ao norte do vale do Jordão, dois lugares bastantes distantes um do outro o que demonstra que João viajava muito durante sua missão.
A impressão do eremita asceta fomentada pelas traduções gregas dos Evangelhos pode, de fato, representar um erro de conceito. A palavra grega “eremos”, traduzida como “deserto” ou “local despovoado”, pode significar qualquer lugar isolado. É significativo que a mesma palavra seja utilizada para designar o local onde Jesus alimentou os cinco mil. Carl Kraeling, em seu estudo sobre João, considerado um texto acadêmico de referencia sobre o assunto, também argumenta que a dieta de “gafanhoto e mel” que João supostamente consumia, não implica especificamente um estilo de vida ascético. É provável também que a missão de João não se limitasse apenas aos judeus. O relato de Josefo, embora de inicio apresente João exortando os judeus à piedade e a uma vida virtuosa, acrescenta que “outros se juntavam” ao redor dele, pois também ficavam extremamente entusiasmados ao ouvir seus ensinamentos. Alguns estudiosos acreditam que esses “outros” só podem ser não judeus, e com isso está de acordo o britânico Robert L. Webb, estudioso da Bíblia.
...não há nada no conteúdo a sugerir que não poderiam ser os gentios. A localização do ministério de João sugere que ele poderia estar em contato com os gentios que viajavam pelas rotas de comércio vindo do Oriente, bem como com os gentios que viviam na região da Transjordânia...
Uma outra concepção errônea é a idade de João porque se considera que é mais ou menos a mesma de Jesus. Entretanto, a conclusão a que se chega a partir dos quatro Evangelhos é de que João pregava já há muitos anos quando batizou Jesus e que era, talvez por uma grande margem de diferença, o mais velho dos dois? - A historia do nascimento de João no Evangelho de Lucas é, como veremos, em grande parte inventada e inverossímil.
Como a de Jesus, a mensagem de João era um ataque implícito ao culto que se praticava no Templo de Jerusalém, não apenas no que dizia respeito à possível corrupção de seus oficiantes, mas a tudo o que ele representava. A convocação de João ao batismo pode ter irritado as autoridades do Templo, não somente porque ele afirmava que o batismo era espiritualmente superior aos seus ritos, como também porque era gratuito. E há também as irregularidades presentes nas descrições a respeito da sua morte, especialmente quando comparadas com o relato de Josefo. Os motivos imputados a Herodes referem-se ao medo da influencia política de João, tese de Josefo, enquanto os Evangelhos afirmam que Herodes tinha raiva de João porque este criticava seu casamento, mesmo se as duas abordagens não são mutuamente excludentes.
Os arranjos conjugais de Herodes Antípas tiveram, realmente, implicações políticas, mas não por causa da mulher com quem ele se casara. A questão era a mulher de quem ele teve que se divorciar para se casar novamente. Sua primeira esposa era uma princesa do reino Árabe de Nabatéia, e o insulto que a separação representou para essa família real deflagrara uma guerra entre os dois reinos. Nabatéia fazia fronteira com o território de Peréia, governado por Herodes e onde João fazia suas pregações. Portanto, a censura de João ao casamento de Herodes efetivamente o colocou do lado do rei inimigo deste, Aretas, com a ameaça implícita de que, se a população concordasse com João, esta poderia acabar apoiando Aretas contra Antípas.
Talvez isso pareça por demais acadêmico, mas intriga o fato de que os Evangelhos tenham “suavizados” os verdadeiros motivos que levaram Herodes a executar João. Se reconhecermos que esses livros são essencialmente materiais de propaganda, e assim sendo, quando obscurecem algum acontecimento o fazem de modo deliberado, a outra possibilidade levanta uma questão: por que os autores dos Evangelhos se incomodariam com esse episódio. É compreensível que os autores dos Evangelhos quisessem censurar qualquer sugestão de que João gozava de grande popularidade – isto é compatível com o tratamento geral que dedicam a ele - mas se tivessem que inventar alguma coisa seria de esperar que tramassem uma história que apoiasse Jesus de algum modo. Por exemplo, poderiam ter dito que João fora preso por proclamar que Jesus era o Messias.
Os relatos dos Evangelhos também cometem um engano. Dizem que João criticava Herodes Antípas porque este se casara com a ex-mulher de seu meio-irmão Felipe. No entanto, embora as circunstancias do casamento sejam historicamente precisas, o meio-irmão em questão era na verdade um outro Herodes, não Felipe. Este segundo Herodes era o pai de Salomé.
Apesar do fato de João, como Madalena, terem sido deliberadamente marginalizado pelos autores dos Evangelhos, podem-se encontrar outras pistas acerca de sua influencia sobre os contemporâneos de Jesus. Em um episódio cujas implicações parecem não ter ocorrido à maioria dos cristãos, os discípulos de Jesus dizem a ele: “Senhor, ensina-nos a orar, assim como também João ensinou aos seus discípulos”. Lemos, então, que Jesus ensinou-lhes a oração que viria a ser conhecida como “Pai Nosso”.
Já no século XIX o grande egiptólogo Sir E. Wallis observou que as palavras iniciais do Pai Nosso tinham origem uma antiga oração Egípcia para Osíris-Amon. O deus Amon, que com as mudanças implementadas pelo Farão Akhenaton para destruir o culto politeísta se transformara no deus Aton, o disco solar que passara a ser adorado como deus único. “Amom, Amom que estais no céu”.
È claro que isso data de séculos antes de João e Jesus, e que o “pai” invocado na oração não é nem Jwhw nem seu suposto filho, Jesus. A critica mais recente à Bíblia assinala que João jamais fez sua famosa proclamação sobre a superioridade de Jesus, nem mesmo insinuou que este era o Messias. Esta idéia é corroborada por vários fatos.
Os Evangelhos, de modo bastante ingênuo, registram que quando João estava encarcerado, questionou a autenticidade do messiado de Jesus. A sugestão é de que ele duvidava da própria afirmação anterior de que Jesus era o Messias, mas isto poderia também ser um outro exemplo em que os autores dos Evangelhos precisaram adaptar um episódio para seus próprios propósitos. Teria João inequivocamente negado que Jesus era o Messias? Do ponto de vista da mensagem cristã as implicações relativas ao episodio são, ou deveriam ser, extremamente perturbadoras. Pois se por um lado os cristãos aceitam que João fora divinamente inspirado para reconhecer Jesus como o Messias, pelo outro o questionamento de João na prisão indica, no mínimo, que ele estava em dúvida.
Lucas 7: 18-23. Os discípulos de João referiram-lhe todas estas coisas. E João chamou dois dos seus discípulos e enviou-os a Jesus perguntando: “Es tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?” Chegando estes homens a ele, disseram: “João Batista enviou-nos a ti, perguntando: És tu o que há de vir ou devemos esperar por outro?” Ora, naquele momento Jesus havia curado muitas pessoas de enfermidades, de doenças e de espíritos malignos, e dado a vista a muitos cegos. Respondeu-lhes ele: “Ide anunciar a João o que tendes visto e ouvido: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos ficam limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, aos pobres é anunciado o Evangelho; e bem aventurado é aquele para quem eu não for ocasião de quedas”.
Como veremos, os últimos seguidores de João – os que Paulo encontra em Efeso e Corinto quando fazia seu trabalho missionário - nada sabiam sobre a suposta declaração de João proclamando que alguém maior viria depois dele.
Uma das evidencias mais fortes a indicar que o Batista nunca declarou que Jesus era o Messias esperado é a de que os próprios discípulos de Jesus não o reconheciam como tal, pelo menos no começo de seu ministério. Ele era seu líder, professor, mas não há qualquer sugestão de que o seguiam de inicio porque acreditavam que ele era o tão esperado Messias dos judeus. A identificação de Jesus como Messias parece ter se espalhado pouco a pouco entre os discípulos, à medida que seu ministério se desenvolvia. No entanto, Jesus deu inicio à sua missão após ter sido batizado por João: então por que, se João realmente havia anunciado Jesus como o Messia, ninguém mais na época sabia disso? - e os próprios Evangelhos deixam claro que as pessoas o seguiam não porque ele fosse o Messia, mas por outra razão. E há uma outra consideração que nos faz pensar bastante. Quando o movimento de Jesus começou a causar impacto, Herodes Antípas ficou temeroso e, aparentemente, começou a pensar que Jesus era João ressurrecto ou reencarnado.
Marcos 6:14-16. O rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tornara celebre. Dizia-se: João Batista ressurgiu dos mortos e por isso o poder de fazer milagres opera nele. Uns afirmavam: E Elias! Diziam outros: É um profeta como qualquer outro. Ouvindo isso, Herodes repetia: É João, a quem mandei decapitar. Ele ressuscitou.
Fonte: livro “A Grande Heresia” de Lynn Picknett & Clive Prince
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